Rio de Janeiro, 22 de Julho de 2019

Denúncias de agressões a mulheres mais que dobram no Brasil

 

Denúncias de agressões a mulheres mais que dobram no Brasil

 

·        Fale sem Medo – não à violência doméstica, campanha da Avon, maior empresa de venda direta de cosméticos do mundo, veio para contribuir para a solução do problema, assim como a Lei Maria da Penha, que hoje completa dois anos

 

 

A lei Maria da Penha, que pune com mais rigidez os agressores de mulheres, completou dois anos (em 07 de agosto) com números vitoriosos. Segundo dados da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) com base em atendimentos pelo 180 - central telefônica de atendimento à mulher – o número de denúncias de agressões a mulheres no País mais que dobrou no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2007. De janeiro a junho de 2008 foram feitos 121.891 contra 58.417 em igual período de 2007, registrando aumento de 107,9%.

 

A pesquisa realizada pela SPM mostra ainda que a busca por informação tem crescido. Enquanto no primeiro semestre do ano passado 11.020 ligações foram atendidas com o intuito de prestar esclarecimentos sobre a lei, no primeiro semestre de 2008 os atendimentos chegaram a 49.025.

 

Sabendo que a violência doméstica é um dos problemas que assolam toda a população brasileira, a Avon vem reforçando no Brasil sua campanha ·      Fale sem Medo – não à violência doméstica. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a necessidade do respeito à integridade física e psicológica da mulher, especialmente no ambiente familiar, para o desenvolvimento dela e de toda a sociedade.

 

“Como empresa voltada para a mulher, temos consciência de como é importante trabalhar para acabar com este tipo de violência, assim como sabemos que se trata de um problema delicado, que precisa ser enfrentado por vários setores da sociedade, como uma questão de respeito aos direitos humanos”, ressalta Luis Felipe Miranda, presidente da Avon Brasil. “Com a campanha Fale sem Medo, a Avon traz a causa para um novo nível: o do debate, colocando luz num problema que é de toda a sociedade”, destaca Lírio Cipriani, diretor executivo do Instituto Avon. “Nossa intenção é apoiar ações que envolvam  homens, mulheres e jovens nessa discussão, pois assim colaboramos para que a mudança aconteça de fato”.

 

Entre as ações da Campanha Fale sem Medo, acontece a venda da “Pulseira da Atitude” nos catálogos da Avon. O acessório é um lançamento mundial da empresa para arrecadar fundos destinados a projetos que possam contribuir para reduzir os índices de violência doméstica. No Brasil, toda a arrecadação será doada ao escritório regional Brasil/Cone Sul do Unifem (Fundo de Desenvolvimento da ONU para a Mulher), que irá promover uma ampla divulgação da Lei Maria da Penha, para vários públicos, inclusive para operadores da lei.

 

A pulseira custa R$ 5 e todo o lucro líquido, no valor de R$ 4,05, será inteiramente revertido para o escritório regional do Unifem Brasil/Cone Sul. Nem a Avon nem a revendedora terão lucro com esta venda. A empresa assumiu todos os gastos com a distribuição e divulgação da pulseira. Além disso, doará mais R$ 4,05 por pulseira vendida, até um total de R$ 500 mil.

 

Distrito Federal, São Paulo, Pará e Goiás lideram o ranking das denúncias. Na outra ponta estão Acre, Maranhão e Amazonas.

 

O levantamento mostra que 61,5% das mulheres informaram sofrer agressões diariamente e outras 17,8% são alvo toda semana de destratos. A maior parte das agressões (63,9%) são praticadas pelos próprios companheiros.

 

·      Fale sem Medo é a expressão que retrata o objetivo maior da campanha: que toda a sociedade discuta o assunto e chegue a conclusões e decisões sobre como eliminar esse problema. Além disso, é importante que as vítimas da violência doméstica percebam que está sendo aberto espaço de acolhimento para que elas falem de seu problema, busquem ajuda sem medo de sofrer humilhação ou desconsideração. Sair do silêncio é o primeiro passo para mudar a situação.

 

A proposta é contribuir para que seja criado um ambiente de diálogo sobre o assunto, visando à sensibilização para a rejeição integral da violência doméstica, sem qualquer tipo de concessão. A Avon acredita que essa conscientização poderá provocar de fato mudanças no cenário atual. Hoje, a cada 15 segundos uma mulher sofre violência doméstica no país, e muitos desses casos são “admitidos” pela família, e até mesmo por autoridades – por questões culturais.

 

Isso sem falar nos casos envolvendo crianças, idosos e homens. Por isso é preciso entender quais são os prejuízos da violência doméstica, não somente para quem é vítima dela, mas para toda a sociedade. Assim como é preciso mostrar às mulheres vítimas desse crime que existem canais para que busquem ajuda e solução ao problema. A começar pelos canais legais. Mas, além deles, há organizações governamentais e da sociedade civil que oferecem orientações muito valiosas.

 

O Instituto Avon está preparando uma cartilha sobre este tema, que será distribuída em vários locais – especialmente em centros e ongs que prestam atendimento a mulheres. Ela explicará as formas como a violência doméstica se instala e se manifesta, esclarecerá dúvidas sobre a Lei Maria da Penha e irá indicar o telefone 180, serviço oferecido pelo governo federal, para dar direcionamentos às vítimas. “A Avon não oferecerá nenhum tipo de atendimento, pois não somos especialistas neste assunto e existem profissionais, organizações e instituições capacitadas para apoiar a mulher na prática”, comenta Lírio Cipriani. “Vamos contribuir para esta causa informando e articulando ações colocadas em prática por estas organizações, além de disseminar informação por meio de nossa rede de revendedoras”.

Avon

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Crédito:Cris

Autor:Bethina Piva

Fonte:Universo da Mulher