Rio de Janeiro, 21 de Maio de 2019

Violência contra a Mulher aumenta

Registros de casos de violência contra a mulher crescem mais de 30%
Levantamento comemora terceiro ano da Lei Maria da Penha
 
Como parte das comemorações pelo terceiro ano da Lei Maria da Penha, a Secretaria de Políticas Especiais para as Mulheres divulgou, nesta quinta-feira (6), um balanço semestral dos atendimentos registrados na Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180.
 
De acordo com o levantamento, de janeiro a junho deste ano foram registrados 161.774 atendimentos, um aumento de 32,36% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
 
A legislação, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, prevê a prisão em flagrante de agressores e acaba com as penas alternativas para esses crimes.
 
O nome da lei é uma homenagem a Maria da Penha Fernandes, que foi agredida pelo marido durante anos e sofreu duas tentativas de homicídio.
 
A pesquisa aponta que São Paulo é o líder nacional no ranking dos atendimentos, se levados em conta os números absolutos, com 54.137 atendimentos.
 
Rio de Janeiro ocupa o segundo lugar, com 19.867, seguido por Minas Gerais, com 11.056 atendimentos.
 
Já se considerado o número de atendimentos em relação à população feminina de cada estado, o Distrito Federal é, segundo a pesquisa, a unidade da federação que mais entrou em contato com a Central, com 242,1 atendimentos a cada 50 mil mulheres.
 
São Paulo fica em segundo lugar, com 129,6; e Espírito Santo, em terceiro; com 123,3.
 
O aumento no índice de atendimentos ocorre, segundo a secretaria, devido ao crescimento da busca de informações sobre a Lei Maria da Penha.
         
Dos tipos de violência com maior incidência, segundo relatos das mulheres que procuram o atendimento, destacam-se os relacionados à violência doméstica e familiar, que correspondem a 93% dos casos.
 
E em 67% dessas ocorrências os agressores são os próprios companheiros.
 
Quanto à distribuição dos atendimentos por região, o Sudeste detém mais de 55% do total de atendimentos pelo país, seguido pelo Nordeste, com quase 19% e Sul, com cerca de 12%.
 
Com 9% está o Centro-Oeste e com pouco mais de 1% do total fica a Região Norte.

 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Redação

Fonte:www.g1.com.br