Rio de Janeiro, 24 de Agosto de 2019

Em 3 anos, sobe em 1.704% atendimento da central da mulher


Número de atendimentos da central da mulher aumenta 1.704% entre 2006 e 2009
A maioria das ligações, diz governo, é sobre a Lei Maria da Penha.
Perfil das usuárias é de mulheres negras, entre 20 e 40 anos e casadas.
 

Dados divulgados nesta quarta-feira (25) pela Secretaria Especial de Políticas Para Mulheres (SPM) mostram que o número de atendimentos do Ligue 180 – número da Central de Atendimento à Mulher – aumentou 1.704% entre 2006 e este ano.
 
Neste período, foram registrados 791.407 atendimentos.
 
Como base para a comparação, a secretaria utilizou os períodos entre abril e dezembro de 2006, e entre janeiro e outubro de 2009.
 
De janeiro de 2007 a outubro de 2009, 37% dos atendimentos foram sobre a Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em setembro de 2006.
 
Somente neste ano já foram 269.258 atendimentos na central - 47% sobre a lei.
 
Em comparação com o mesmo período de 2008, o número total de ligações aumentou 25%.
 
O estado que lidera as chamadas é São Paulo, com quase um terço de todos os atendimentos, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.
 
Quando a conta é feita em relação à população feminina das unidades da federação, o Distrito Federal lidera o ranking, com 462,5 atendimentos para cada 50 mil mulheres.
 
O órgão credita o aumento nas consultas à Lei Maria da Penha ao Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e à melhorias tecnológicas.
 
Por causa da demanda, a secretaria vai aumentar a capacidade de atendimento.

Segundo a ministra Nilcéa Freire, uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de violência.
 
Nestes anos de operação, já houve 86.960 relatos de violência -74% relacionados à violência doméstica e familiar.
 
Ainda foram registradas denúncias de cárcere privado e tráfico de mulheres.
 
“Relações pessoais e violência dentro de casa levam crianças a reagir a situações com violência. É um sistema de vasos comunicantes”, disse a ministra.
 
De acordo com o órgão, na maioria das denúncias, as mulheres dizem sofrer agressões diariamente.
 
Só em 2009, o número de mulheres que disseram ser agredidas todos os dias chega a 69% do total de denúncias de violência.
 
Segundo a secretaria, o perfil das mulheres que entram em contato com a central é de negras, entre 20 e 40 anos, casadas, e com o ensino fundamental, muitas vezes incompleto.
 
O órgão lançou nesta quarta-feira (25), Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, uma campanha de incentivo ao uso do telefone 180.
 
 
 

 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Redação

Fonte:Universo da Mulher