Rio de Janeiro, 15 de Julho de 2020

Resiliência: a capacidade de enfrentar os problemas


 
"O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema."
(Kelly Young)
 
 
 
Você conhece esta palavra?
Ela significa, entre outras definições do dicionário, poder de recuperação.
 
Mas o termo do momento aplicado à gestão é "resiliência".
 
Outro conceito deslocado da física, esse nomeia a propriedade de alguns materiais de acumular energia, quando exigidos e estressados, e voltar ao seu estado original sem qualquer deformação.
Pois é: vem contando pontos como competência humana a habilidade do elástico, ou da vara do salto em altura —aquela que enverga no limite máximo sem quebrar, volta com tudo e lança o atleta para o alto.
 
 
As Ciências Humanas estão sempre tomando emprestado das Exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da Física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
 
 
Em Humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada, saborosa, refrescante e agradável.
 
A resiliência é caracterizada por um conjunto de atitudes adotadas pelo ser humano para resistir aos embates da vida. O termo vem de uma propriedade da Física sobre a capacidade que os corpos têm de voltar à sua forma original, depois de submetidos a um esforço intenso. Fazer a simples transposição da Física para a Psicologia não é possível porque, aplicado aos seres humanos, o conceito se destaca exatamente pela capacidade do indivíduo dar a volta por cima das situações de risco e voltar TRANSFORMADO, crescendo com a experiência.".
 
Ambas foram e são empregadas pelos profissionais que atuam em gestão empresarial.
Agora surge resiliência, palavra também advinda da física, que significa a propriedade de alguns materiais de acumular energia e dispendê-la sem sofrer qualquer deformação. É o caso do elástico e da vara do salto em altura.
 
Do ponto de vista de gestão de recursos humanos, algumas empresas utilizam este termo ao pé da letra e exigem que a pessoa "resiliente" tenha energia suficiente para não adoecer ou não se estressar. Esquecem-se que, como o elástico ou a vara do salto em altura, ela tem um limite que, quando superado, rompe-se.
 
No caso do ser humano, este limite chama-se viver as suas emoções. E, para que alguém possa viver suas emoções no trabalho, é preciso respeito à dignidade e reconhecimento pelo que se faz. É preciso que as regras sejam claras e que as idéias sejam compartilhadas e comunicadas adequadamente.
 
 
A VANTAGEM, SE EXISTE ALGUMA, EM ESTAR NO FUNDO DO POÇO É QUE QUALQUER MOVIMENTO LEVA-NOS PARA CIMA
- Frase de Donald Trump
 
 
Dicas para aumentar a capacidade de resiliência:
 
·         Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade
·         Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação
·         Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam endorfinas e testosterona que, conseqüentemente, proporcionam sensação de bem-estar
·         Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o "ponto de apoio para recuperar-se"
·         Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança
·         Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom
·         Assumir riscos (ter coragem)
·         Tornar-se um "sobrevivente" repleto de recursos no mercado profissional
·         Apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas)
·         Separar bem quem você é e o que faz
·         Usar a criatividade para quebrar a rotina
·         Examinar e refletir sobre a sua relação com o dinheiro
·         Permitir-se sentir dor, recuar e, às vezes, enfraquecer, para em seguida retornar ao estado original
 
 
(*) Katia Horpaczky é Psicóloga Clinica e Organizacional, Psicoterapeuta Sexual, Familia e Casal, Especialista em Workshops Vivenciais e   Jogos Organizacionais, Arte-Terapeuta, Practitioner em N.L.P. pelo Southern Institute of N.L.P. e pela Society of Neuro Linguistic Programming. Treinada com a metodologia de OUT DOOR TRAINING pela Dinsmore
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Tel: (11) 5573-6979
 
 

Crédito:Suely dos Santos

Autor:Katia Horpaczky

Fonte:Universo da Mulher