Rio de Janeiro, 25 de Março de 2017

O que um casal deve saber sobre a infertilidade?

Realizar o sonho de ter um filho pode ser um problema, mas existem soluções
 
Quando um casal decide que é chegada a hora de ter um filho, dificilmente fica imune à ansiedade para que a gravidez ocorra o mais rapidamente possível.

Cada menstruação é acompanhada de um sentimento de frustração e de medo da infertilidade.

É preciso muita calma nesse período, pois parceiros jovens e saudáveis podem levar até um ano para conseguir uma gestação.
 
O Dr. Assumpto Iaconelli Junior, especialista em Medicina Reprodutiva e diretor do Fertility Medical Group, explica que, apenas após esses 12 meses, sem sucesso, se deve procurar uma clínica especializada, que pode resolver o problema tanto com um simples aconselhamento, quanto usando as técnicas mais avançadas de fertilização assistida.
 
Estudos e pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que um em cada cinco casais enfrentam dificuldade para engravidar e necessitam de ajuda especializada para ter um filho.

No Brasil, a quantidade de casais inférteis é de cerca de o ito milhões.
 
O especialista destaca seis situações que todo casal deve saber sobre infertilidade:
 
1) A conduta sexual precisa ser consciente. Cerca de 35% dos casos de infertilidade da mulher são decorrentes de problemas tubários. E as infecções pélvicas são as principais responsáveis pela obstrução das trompas, que pode ocorrer também por causa da endometriose e das aderências após cirurgias. Para evitar essas infecções, ele aconselha que se use preservativo em toda relação sexual, quando não se pretende engravidar.
 
2) Nem sempre a gravidez não ocorre por causa da mulher. “Em geral, as causas da infertilidade de um casal estão distribuídas igualmente entre homens e mulheres (por volta de 35% cada), além de um percentual referente à infertilidade sem causa aparente. Apesar de raro, também pode acontecer de não haver nenhum problema com a mulher nem com o homem, e sim com eles como casal. Ou seja, com outros parceiros a gravidez talvez fosse alcançada. De todo modo, é muito importante que o casal esteja em sintonia e disposto a enfrentar o período de tratamento de forma unida”, diz o especialista.
 
3) Muitas mulheres não dividem seu problema com ninguém. Passam anos tentando engravidar e sofrendo caladas, pois se julgam culpadas. Dr. Iaconelli diz que, passado um ano tentando, sem sucesso, elas devem procurar um especialista. Com o avanço da Medicina Reprodutiva, existem hoje muitas clínicas especializadas que podem ajudá-las, e nem sempre é necessário um tratamento complexo. “Não vale a pena prolongar o sofrimento por causa de uma dúvida ou um problema que pode ser resolvido”, explica.
 
4) É importante, também, que a mulher saiba qual é a sua chance de engravidar. Dos 20 aos 29 anos, ela é de 20% a 25% a cada mês. Dos 30 aos 34, cai para 15%. Depois dos 35, é de apenas 10%. Independentemente desses números, a mulher que quer engravidar deve prestar atenção ao seu período menstrua l e às datas de sua ovulação, quando suas chances de sucesso aumentam bastante.
 
5) Já quem tem mais de 35 anos e tentou engravidar por seis meses, sem conseguir, deve procurar uma clínica especializada. Hoje em dia, é comum a mulher procurar primeiro alcançar seu sucesso profissional e financeiro, para depois querer ter um filho. Só que, nesse caso, geralmente já passou dos 35 anos e suas chances são bem menores. É aí que entra a Medicina Reprodutiva e seus avanços, contando com inúmeros recursos para tratar a infertilidade.
 
6) Ao procurar uma clínica especializada em reprodução assistida, o casal deve ter em mente que pode precisar apenas de um “empurrãozinho”, com regulação de vitaminas, hormônios ou dieta, até tratamentos complexos, como indução da ovulação, transferência de gametas, inseminação  artificial por doador, doação de óvulos, injeção intracitoplasmática de espermatozoides, fertilização in vitro etc. “O importante é saber que há várias formas de alcançar o desejo de ter um filho e não desanimar”, finaliza do Dr. Iaconelli.
 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Redação

Fonte:Andrea Feliconio