Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2019

O caso da Jornalista e Fernando Henrique Cardoso

A jornalista Mirian Dutra, da Rede Globo, retornou do exterior em abril de 2009, quando esta matéria foi escrita.
Ainda não se sabe quando ela vai contar o porquê do recato e do silêncio nos 14 anos do seu exílio - a maior parte do tempo na Espanha
.


Há alguns anos foi realizado no Fórum da Cidade do Rio de Janeiro o seminário 'DEMOCRACIA, IMPRENSA E JUDICIÁRIO' promovido pela Escola de Magistratura do Rio de Janeiro.
 
Eis um registro:
O assunto que rendeu mais controvérsia no Seminário foi a forma como a imprensa brasileira era condescendente com o Presidente da República...
 
A questão entrou em pauta quando um jurista citou como exemplo de Conivência jornalística o romance do presidente Fernando Henrique Cardoso com a jornalista da TV Globo Miriam Dutra.
 
Muitos advogados presentes ao evento não sabiam do fato e reagiram com surpresa e indignação quando um jornalista afirmou que toda a imprensa brasileira sabe disso.
 
E naqueles oito anos de governo ninguém tocou no assunto. Muito antes de ser presidente, Fernando Henrique sempre foi um conhecido garanhão da política brasileira. As mulheres sempre ficaram encantadas com o seu charme e sua pose de estadista.
 
Em Brasília, o escritório de FHC também era utilizado como garçoniére, para usar uma expressão da geração dele.
Era no escritório-garçoniére que o então candidato à presidência da República mantinha encontros com uma de suas amantes, a correspondente  da TV Globo em Brasília Miriam Dutra.
 
Quando FHC cresceu nas pesquisas para presidente, a ambiciosa jornalista, pensando no seu futuro pessoal e profissional aplicou aquele velho golpe que louras oxigenadas costumam dar em pagodeiros e jogadores de futebol.
Deu uma "chave de ...." em FHC e engravidou.
 
A ardilosa jornalista passou a carregar um furo de reportagem em seu próprio ventre.
 
Um filho daquele que seria o próximo presidente da República do Brasil.
 
Ao saber que a amante estava grávida, Fernando Henrique entrou em pânico.
Afinal, como diria outro Fernando, aquilo era nitroglicerina pura.
FHC tentou convencer a amante a fazer um aborto mas ela riu na cara dele.
 
A mulher não ia jogar fora o seu pé de meia, sua caderneta de poupança.. Foi aí que entrou em ação a operação abafa.
 
Como ela era correspondente da Globo, imediatamente foi transferida para a Espanha, com um salário milionário, sem obrigação de fazer nada.
 
Apenas ficar calada e quietinha, cuidando do filho bastardo do presidente.
 
Os advogados do seminário DEMOCRACIA, IMPRENSA E JUDICIÁRIO ficaram boquiabertos com a história. Afinal, como a moça é jornalista, toda a imprensa sabe desse caso.
 
O que surpreende é que nenhum órgão de imprensa publicou nada a respeito.
 
É compreensível que o jornalismo da Globo não tenha tocado no assunto, até porque eles são parte envolvida neste escândalo.
 
Sim, porque isso é um escândalo.
 
Mas e a VEJA, que adora matérias sensacionalistas?
E a FOLHA DE SÃO PAULO, que coloca o jornalismo acima de tudo?
E a ISTOÉ, que adora publicar matérias escandalosas até sem confirmação?
E a CARAS?
E O DIA?
E o ESTADÃO?
E o JB?
O que teria acontecido com os órgãos de imprensa nesse caso?
Decidiram ser coniventes?
Tiveram medo de noticiar o fato?
Não quiseram tocar no assunto para evitar algum tipo de confronto com a Globo?
 
Ou simplesmente foram corporativistas.
 
Preferiram abafar o caso porque isso iria levantar uma questão que é muito cara a ética do jornalismo: a intimidade de profissionais do setor com os donos do poder.
Essas questões incendiaram a discussão sobre DEMOCRACIA, IMPRENSA E JUDICIÁRIO no Fórum do Rio.
 
Nos corredores do fórum e nos bares do centro da cidade os advogados cariocas se dedicaram a fazer as especulações mais inusitadas.
 
Alguns argumentaram que, o fato da amante e do filho de FHC serem dependentes econômicos do jornalismo da TV Globo, significa que o Presidente a República, durante seus oito anos de mandato foi refém da emissora do Jardim Botânico.
 
E toda a imprensa brasileira foi conivente com isso. "Deve ser por isso que o Fernando Henrique foi tão generoso com a Globo, no caso do empréstimo do BNDES", especulou um jovem advogado enquanto afrouxava o laço da sua elegante gravata Hermes.
 
Um importante jornalista, presente ao evento, ainda soltou essa pérola: "Nem na época da ditadura militar a TV Globo foi tão favorecida pelo governo quanto na era Fernando Henrique".
 
Atualmente a jornalista Miriam Dutra vive na Espanha, com o filho caçula do presidente.
 
Uma funcionária do jornalismo global diz que às vezes ela liga para o Brasil a fim de fazer exigências, tratando a todos como se fossem seus empregados.
 
"Ela se comporta como se fosse a verdadeira primeira dama!"
 
Os jovens advogados presentes ao Seminário se sentem traídos pela imprensa por não terem notícias do jovem herdeiro do imperador FHC.
Eles dizem que gostariam de saber como vive o pimpolho agora, que deve ter algo em torno de doze anos.
Será que ele torce pelo Real-Madrid ou pelo Barcelona?
Eles também gostariam de saber também quanto a jornalista Miriam Dutra embolsou com esse golpe.
E qual o saldo de sua conta na Suíça...
 
Vejamos o que diz Kika Martins a respeito do caso:
 
Tomás Dutra Schmidt, filho não assumido de Fernando Henrique Cardoso e Miriam Dutra Schmidt (a Miriam Dutra, ex-repórter do Jornal Nacional em Brasília).
 
Vive hoje com sua mãe e tia em um dos mais caros e sofisticados bairros da Europa, em Barcelona.
Agora se vocês querem saber como isso nunca foi notícia na grande imprensa, leiam Caros Amigos - ano IV número 37 - abril de 2000.
 
A matéria é assinada por Palmério Dória e outros.
O título é: 'Um fato jornalístico'.
 
A pergunta é quanto custou este silêncio?
 
A portaria do Ministério da Fazenda 04/1994, por exemplo, que isenta todos os meios de comunicação 'e sua cadeia produtiva' da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) é só um começo de conversa.
 
E o Proer da Mídia no final do ano 2000 custou US$3 bilhões ou US$ 6 bilhões, um ajuste de contrato.
 
Agora bom mesmo é procurar no Siafi o quanto foi efetivamente gasto em propaganda no Orçamento Federal de 1994 a 2002'.
 
Bom, acho que a conivência está, em parte, explicada.
Mas que custou caro pra todos nós, isso é verdade.
 
É por essa e por outras que a contribuição provisória (CPMF) foi reajustada no governo FHC: para cobrir isenções providenciais.
 
Até parece que todos nós, brasileiros e brasileiras, somos pais dessa criança.
 
 

Crédito:Kika Martins

Autor:Waldir Leite

Fonte:Universo da Mulher