Rio de Janeiro, 20 de Junho de 2019

“Quero mudar o nariz”: esta é uma das principais queixas estéticas masculinas

Muito largo, torto, pequeno, desproporcional... O que há de errado com o nariz dele?
 
O nariz vem sendo “culpado” pela desarmonia do rosto desde a época dos antigos egípcios.
 
Tanto é que rinoplastia ou cirurgia plástica do nariz é a mais antiga das operações estéticas e ocupa posição de destaque dentre as cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
 
“É fácil entender o motivo de tanta importância. Do ponto de vista estético, o nariz é o ponto mais elevado da face, aquele que atrai o olhar dos outros em primeiro lugar. Por isso é um elemento fundamental para a harmonia do rosto”, explica o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.
 
Mesmo apresentando medidas adequadas para o rosto masculino, o nariz pode parecer grande demais na presença de um queixo pequeno, retraído. “Daí, a necessidade de um estudo preciso para que a correção cirúrgica proporcione um equilíbrio real ao rosto”, diz Penteado.
 
O médico também destaca que o conceito de “um nariz perfeito” abrange a funcionalidade do órgão.
 
Sua função básica é filtrar, aquecer e umedecer o ar que respiramos, antes que ele chegue aos pulmões.
 
“Portanto, qualquer alteração anatômica no nariz pode ocasionar problemas funcionais e danos respiratórios. Cabe ao cirurgião plástico não só proporcionar ao paciente um equilíbrio entre as proporções faciais, como também corrigir eventuais problemas de respiração e deixar o nariz funcionando melhor do que antes da intervenção cirúrgica”, afirma Ruben Penteado.
 
Queixas em relação ao nariz
 
A rinoplastia, para os insatisfeitos com o tamanho ou o formato do nariz, é uma cirurgia delicada que exige muita habilidade do cirurgião, mas não deixa cicatrizes visíveis.
 
A seguir, o cirurgião plástico Ruben Penteado comenta as queixas mais comuns em relação ao nariz, que ele ouve com frequência da ala masculina:
 
 
·        “Meu nariz tem uma  giba muito grande”

É comum nos depararmos com homens que apresentam uma giba, espécie de elevação óssea ou cartilaginosa no dorso do nariz.
 
“Esta giba pode ser removida com o uso de lâminas e outros instrumentos especiais”, explica o diretor do Centro de Medicina Integrada.
 
 
·       “Meu nariz é muito grande”
 
“Um nariz grande e desproporcional em relação às outras partes do rosto pode ser reduzido em comprimento, altura e largura, com o auxílio de várias técnicas combinadas”, explica Penteado.
 
A parte óssea pode ser reduzida nas laterais com raspadores apropriados com o objetivo de afinar o nariz.
 
Se há também excesso de cartilagem na porção anterior do septo nasal, este é removido para levantar a ponta do nariz, deixando-o levemente arrebitado.
 
Já para reduzir o tamanho do dorso, sem precisar afiná-lo, o especialista remove o excesso de osso e de cartilagem no dorso, da base até a ponta.
 
 
 
·       “Meu nariz é muito largo”
 
Para ser possível uma maior aproximação dos ossos nasais na linha média e a diminuição da largura na base é necessário fraturar os ossos nasais para reduzir o tamanho do nariz.
 
“A osteotomia deve ser realizada com indicações precisas e somente depois do paciente receber explicações sobre os efeitos da técnica no pós-operatório, pois a fratura dos ossos nasais promove um edema maior depois da cirurgia”, alerta Ruben Penteado.
 
 
·       “Meu nariz é muito pequeno”

“Quando o nariz apresenta um dorso baixo, há necessidade de acrescentar cartilagem removida do septo nasal ou do pavilhão auricular para criar uma estrutura similar à do nariz”, explica o cirurgião plástico.
 
 
·       “Meu nariz é torto”

“Quando o septo nasal apresenta-se desviado para um ou outro lado, há comprometimento do equilíbrio e da harmonia das feições. Nesses casos, é comum que o paciente também se queixe de respirar mal. Para corrigir o problema, o cirurgião recoloca o septo no centro das fossas nasais, eliminando o desvio”, explica o médico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
 
 
 
 
Site: Centro de Medicina Integrada
 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Márcia Wirth

Fonte:Márcia Wirth