Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2020

Combate ao Câncer colorretal nos Estados Unidos

Março: mês de alerta para o combate ao câncer colorretal –

a segunda maior causa por câncer nos EUA.

Exames e detecção precoce são essenciais para tratamento eficaz


JACKSONVILLE, Flórida -  O câncer colorretal (câncer de cólon e reto) é a segunda maior causa de mortes relacionadas ao câncer nos Estados Unidos (depois do câncer de pulmão). Neste mês de março é realizada a campanha nacional de combate ao câncer colorretal.  Segundo a Sociedade Americana do Câncer, só no ano passado foram diagnosticados quase 150.000 novos casos de câncer colorretal e cerca de 50.000 pessoas morreram por causa dessa doença. Apesar desses dados, o câncer colorretal, ao contrário de outros tipos de câncer, é altamente evitável e pode ser detectado prematuramente, através de exames apropriados.

“Apesar de ser uma doença potencialmente fatal, quando não é detectada e tratada, o câncer colorretal pode, freqüentemente, ser prevenido com exames regulares, dieta saudável e atividades físicas”, explica o cirurgião da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, Ron Landmann, M.D., especializado em câncer colorretal. “A chave é detectar a tempo a presença do câncer e, por isso, os exames regulares são tão importantes”, ele diz. 

Quais são os sintomas do câncer colorretal?

Geralmente, o câncer colorretal não apresenta sintomas até que a doença tenha progredido além dos estágios iniciais. No entanto, há sinais e sintomas que indicam probabilidade de câncer colorretal, que devem ser observados e comunicados ao médico, como:

  • Uma alteração nos hábitos intestinais, tais como diarréia, constipação (prisão de ventre) ou estreitamento das fezes, que dure mais do que alguns dias.
  • A sensação de necessidade de evacuação intestinal, que não passa depois de ir ao banheiro
  • Sangramento retal, fezes escuras ou sangue nas fezes
  • Câimbra ou dor no estômago
  • Fraqueza e fadiga

A maioria dos casos de câncer colorretal começa como um pólipo, que é um crescimento de tecido que se inicia no revestimento do cólon ou do reto. A detecção e a remoção do pólipo, logo que apareça, podem evitar que ele se torne canceroso. 

Quem corre risco de sofrer câncer colorretal?

O risco de desenvolver um câncer colorretal aumenta com a idade. Homens e mulheres com mais de 50 anos correm maior risco de desenvolver a doença e devem se submeter a exames a cada período de cinco a 10 anos, pelo menos. Algumas pessoas correm um risco maior, como aqueles que têm um histórico pessoal ou familiar de doença inflamatória do intestino, câncer colorretal ou pólipos, e, nesse caso, devem se submeter a um exame antes dos 50 anos.

Os métodos atuais de exame incluem o exame de sangue oculto nas fezes (um teste químico simples que pode detectar sangue não visível nas fezes), a sigmoidoscopia flexível (um exame visual do reto e da porção inferior do cólon, realizada em consultório médico) e a colonoscopia (um exame visual de todo o cólon). 

“A colonoscopia ainda é o padrão para exames de câncer colorretal e é um procedimento muito seguro, quando realizado por um médico com treinamento especializado em distúrbios gastrintestinais”, afirma o gastroenterologista da Clínica Mayo de Jacksonville Michael Wallace. “Novos procedimentos, como biópsias virtuais e os que usam aparelhos de alta definição, estão tornando a colonoscopia mais eficaz na detecção e tratamento de sinais precoces do câncer de cólon”, ele explicou.

Um extenso estudo da Clínica Mayo de Jacksonville revelou que os colonoscópios novos, de alta resolução, reduzem ainda mais as possibilidades de deixar pólipos pequenos no cólon passarem despercebidos. O Centro de Doenças do Aparelho Digestivo da Clínica Mayo acabou de implementar a colonoscopia de alta definição em toda sua prática, para aproveitar esse avanço tecnológico importante. 

Como se pode reduzir os riscos?

Para reduzir os riscos de câncer colorretal, a Sociedade Americana de Cirurgiões do Cólon e do Reto recomendam:

  • Fazer exames regulares do câncer do cólon a partir dos 50 anos; a saúde normal de 80% a 90% dos pacientes com câncer colorretal é restaurada, quando o câncer é detectado em seus estágios iniciais.
  • Adotar uma dieta baixa em gorduras e alta em fibras.
  • Se ingerir bebidas alcoólicas, fazê-lo com moderação. Se fumar, deixar de fazê-lo. Se não fumar, não começar. O álcool e o fumo, em conjunto, são associados ao câncer colorretal e a vários outros tipos de câncer.
  • Fazer exercícios físicos, pelo menos por 20 minutos, em três ou quatro dias da semana. Exercícios moderados, como caminhar, cuidar do jardim e subir escadas podem ajudar.

O câncer colorretal tem cura?

Considerando-se que há muito poucos sintomas associados ao câncer colorretal, exames regulares são essenciais. Os exames são necessários por duas razões principais: o câncer colorretal é altamente evitável, se os pólipos que levam ao câncer forem detectados e removidos, e é perfeitamente curável, se detectado em seus estágios iniciais. 

“Quando detectado, o tratamento do câncer colorretal requer cirurgia para uma cura completa, em quase todos os casos – em alguns casos, a cirurgia é complementada com radiação e quimioterapia”, diz Landmann. “De 80% a 90% dos pacientes recuperam sua saúde normal se o câncer é detectado e tratado nos estágios iniciais. No entanto, a porcentagem de cura cai para 50% ou menos, quando a doença é diagnosticada em estágios mais desenvolvidos”, ele afirma. 

Além disso, os estudos têm comprovado que os pacientes tratados por cirurgiões especializados em câncer colorretal – com experiência em tratamento cirúrgico e não cirúrgico de doenças do cólon e do reto – têm maior probabilidade de sobreviver ao câncer colorretal e passar por menos complicações.

Que tipos de tratamento e estudos são feitos para combater o câncer colorretal?

Alguns tipos de câncer, se detectados prematuramente, podem ser tratados com colonoscopia e sem necessidade de cirurgia. Novas técnicas, mais avançadas e minimamente invasivas, como a ressecção laparoscópica e a endoscópica, permitem que mais pacientes se submetam à cirurgia curativa, sem necessidade de hospitalização prolongada ou estoma (“bolsa”). Com essas técnicas, a dor é consideravelmente menor e os pacientes podem retornar ao trabalho e as suas atividades diárias em um tempo significativamente menor do que com cirurgias convencionais. 

Na Clínica Mayo de Jacksonville, os cirurgiões especializados em câncer colorretal e os gastroenterologistas estão familiarizados com as últimas técnicas de ressecção laparoscópica e endoscópica para tratamento do câncer, bem como de doenças benignas e inflamatórias, como a diverticulite, a colite ulcerativa ou a doença de Crohn. 

Novos estudos clínicos para testar essas novas técnicas de tratamento do câncer estão em andamento em todo o país. O grupo de Cirurgia do Reto e do Cólon da Clínica Mayo de Jacksonville é um dos centros aprovados para esses estudos.

Para mais informações sobre tratamento de câncer colorretal na Clínica Mayo, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 1-904-953-7000 ou escreva para intl.mcj@mayo.edu.

Sobre a Mayo Clinic

A Clínica Mayo é o primeiro e maior centro de medicina integrada do mundo. Médicos de todas as especialidades trabalham juntos no atendimento aos pacientes, unidos por um sistema e por uma filosofia comum, de que “as necessidades dos pacientes vêm em primeiro lugar”. Mais de 3.300 médicos, cientistas e pesquisadores, além de 46.000 profissionais de saúde de apoio, trabalham na Clínica Mayo, que tem unidades em Rochester (Minnesota), Jacksonville (Flórida) e Scottsdale/Phoenix (Arizona). Juntas, as três unidades tratam mais de meio milhão de pessoas por ano 

Para mais notícias sobre a Clínica Mayo, visite o site www.mayoclinic.org/news/.

O MayoClinic.com (www.mayoclinic.com) está disponível como fonte para reportagens da área de saúde.

 

Crédito:Cris Padilha

Autor:Iara Soriano

Fonte:Universo da Mulher