Rio de Janeiro, 21 de Outubro de 2018

Para quem se arrependeu de se tatuar

Tatuagem: arrependidos se rendem à tecnologia do laser
Dra. Carla Albuquerque fala sobre o q-switched ruby laser

Inúmeros são os motivos que levam alguém a fazer uma tatuagem. O problema é quando surge aquele arrependimento após um período exibindo o desenho no corpo. Está disponível no mercado o q-switched ruby laser, um aparelho altamente efetivo na remoção de tatuagens profissionais e amadoras, com pigmentos pretos, azuis e verdes. Ele também pode ser indicado para clarear manchas do sol, manchas de "idade" e lesões pigmentadas da pele, como o Nevo de Ota, que é caracterizado por mancha escura, acinzentada ou azulada na região da face próximo ao olho.

O aparelho, que tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) -, possui um comprimento de onda de 694 nm (luz vermelha), pulsado (de 20 a 40 nanosegundos). Qualquer pessoa pode ser submetida ao tratamento com esse laser, no entanto, os melhores resultados são obtidos em pessoas de pele clara ou morena clara e não bronzeadas. O laser não pode ser aplicado em gestantes.

O tratamento com o q-switched ruby laser tem início com anestesia local (com creme ou injetável – tudo vai depender da sensibilidade da pessoa e do tamanho da tatuagem). Depois a ponteira do laser é encostada na pele e são feitos os disparos, um do lado do outro.

"Quanto maior a tatuagem, mais demorada e cara a sessão, pois múltiplos disparos serão necessários. Em média, são necessárias dez sessões para tatuagens amadoras e 20 sessões para tatuagens profissionais. È realizada uma sessão a cada quatro semanas", explica a dermatologista Dra. Carla Albuquerque, que é membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Após o aplicação do laser, é importante que as crostas que se formam sejam mantidas limpas, hidratadas e protegidas do sol com um filtro solar de amplo espectro. Em alguns casos, é indicado também o uso de pomadas antibióticas.

"Os efeitos colaterais mais freqüentes são mudanças da pigmentação na área tratada, mas que geralmente respondem bem aos tratamentos", finaliza a médica.

 

Crédito:Cris Padilha

Autor:Keyla Assunção

Fonte:Universo da Mulher