Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2019

Retirada da vesícula biliar

A retirada da vesícula biliar é um dos procedimentos cirúrgicos que mais cresce no Brasil.
 
Segundo o cirurgião Fernando Madureira, professor da Unirio e médico especializado em cirurgias digestivas e de trauma, as mulheres vítimas de cálculos biliares já representam 80% dos pacientes que procuram a cirurgia para remover o órgão. 
 
Mas agora elas não têm motivos para se preocupar.
 
Uma nova modalidade cirúrgica, chamada de Portal Único, é feita pelo umbigo e não deixa cicatrizes no corpo. Além da estética, o procedimento traz outras vantagens que atraem o público feminino, como a recuperação mais rápida e menos dores no período pós-operatório.
 
A técnica Portal Único evoluiu da laparoscopia, método minimamente invasivo em que pequenos tubos de plástico são inseridos no paciente e, em alguns casos, auxiliam o cirurgião por meio de câmeras.
 
Outras incisões são feitas no abdômen, chamadas de portais. No caso do Portal Único, a porta de entrada é uma única incisão pelo umbigo, uma cicatriz natural do corpo humano.
 
“Um mês após o procedimento, o paciente já não tem praticamente nenhuma marca”, explica o cirurgião geral Fernando Madureira, que desenvolveu sua tese de doutorado sobre o tema.
 
Por enquanto, a técnica está avançada para a operação de vesícula, mas também é indicada para cirurgias mais complexas como refluxo, hérnia e endometriose.
 
Quem precisar recorrer à cirurgia de Portal Único pode fazê-la gratuitamente pelo SUS, no Hospital Federal Gaffrée e Guinle, no Rio, e também na rede privada.
 
 
 
Fernando Madureira – cirurgião especializado em cirurgia digestiva e de trauma e com área de atuação em cirurgia laparoscópica de doença de refluxo, vesícula biliar, cólons, reto, estômago, esôfago e hérnias. É professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e do curso de pós-graduação da PUC-Rio. É oficial médico da Polícia Militar e foi cirurgião dos serviços de emergência do Hospital Geral do Andaraí, do Hospital Miguel Couto, do Hospital Geral de Bonsucesso e do Hospital Estadual Rocha Faria.
 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Fabíola Bezerra

Fonte:Peteleco – Impulso em Comunicação