Rio de Janeiro, 15 de Julho de 2020

Relação médico-paciente: confiança é fundamental

Relação médico-paciente: confiança é fundamental


Os homens parecem não passar muito por isso, mas um considerável número de mulheres prefere se consultar com profissionais do sexo feminino. Muitas se sentem constrangidas ao serem examinadas por ginecologistas, endocrinologistas, ou cirurgiões do sexo oposto.

“Ao lado das minhas qualificações profissionais, atendo um enorme número de pacientes que me procuram pelo fato de eu ser mulher. De fato, trata-se de uma relação que oferece maior abertura e cumplicidade”, diz a doutora Silvana Chedid, que é a única médica em São Paulo na direção de uma clínica de reprodução assistida. Além de dirigir a Chedid Grieco Medicina Reprodutiva, é chefe do setor de Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa 

De acordo com a médica, “quando um casal chega ao consultório, quase sempre descontente por não alcançar o objetivo de ter um filho naturalmente, a paciente percebe que a especialista tem a exata noção dos seus dramas, do que ela está sentindo”. 

A relação de confiança entre médico e paciente tem um papel importante no sucesso dos tratamentos. “Da mesma forma como um homem pode se sentir mais à vontade para contar detalhes da sua saúde a um médico do mesmo sexo, a relação da mulher paciente com a mulher médica geralmente tem mais cumplicidade e confiança”, diz a doutora Silvana Chedid.

A médica argumenta que só uma mulher que trabalha e é mãe é capaz de entender o sofrimento da mulher para conciliar vida profissional e maternidade. “Mais do que isso, só uma mulher que tem filhos é capaz de mensurar o sofrimento de uma mulher que não consegue ser mãe”. 

Elas venceram no campo adversário

Além de Silvana Chedid, especialista em fertilização in vitro, algumas profissionais da saúde têm se destacado em especialidades onde predominam os homens. São elas: a cardiologista Valéria Bezerra de Carvalho, do Hospital Sírio Libanês; a coloproctologista Angelita Habr-Gama, presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva; e a urologista Beatriz Cabral, raro exemplar de médica urologista, com atuação nas áreas feminina e pediátrica. 


Fonte: Dra. Silvana Chedid, médica ginecologista, diretora da clínica Chedid Grieco Medicina Reprodutiva, chefe do depto. de Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa (SP). www.chedidgrieco.com.br

Crédito:Cris Padilha

Autor:Heloísa Paiva

Fonte:Universo da Mulher