Rio de Janeiro, 18 de Agosto de 2019

Depressão e família

Depressão e família

Conhecer a doença e acompanhar o paciente no tratamento é fundamental para o diagnóstico e cura

 

Um jovem inteligente, bonito e rico. O que poderia causar tantas inquietações na vida de Tarso, personagem de Bruno Gagliasso na novela “Caminho das Índias”? Sensível, ele sofre pressão de sua família por todos os lados e não conta com a aprovação dos pais. Tarso começa a se isolar, perde o interesse por atividades que antes lhe davam prazer. A família comenta sem preocupação: “Frescura! Isso deve ser depressão”.

Embora haja indicativos de que a história do personagem será associada com esquizofrenia, outra doença mental, comentários deste tipo evidenciam uma realidade vivida por muitos pacientes com depressão: o preconceito e a falta de compreensão de amigos e familiares, o que agrava ainda mais o quadro.

A depressão é uma doença séria que causa diversos sintomas físicos e emocionais. Além do isolamento social e da queda brusca na qualidade de vida, quando não tratada a doença pode desencadear problemas como diabetes e hipertensão, entre outras doenças, já que organismo torna-se vulnerável. “Insônia, apatia, pessimismo, irritabilidade, pensamentos negativos, tristeza sem motivo, perda do interesse, falta de motivação, perda de peso e apetite, diminuição do desejo sexual, dores vagas e difusas sem causa aparente ou explicação convincente são os sinais mais comuns relacionados à doença”, explica o psiquiatra Acioly Lacerda. 

Os sintomas, muitas vezes, passam despercebidos pela família, que desconhece a gravidade da doença e as conseqüências negativas geradas pela falta de tratamento. Daí começa a famosa fase de cobranças, como culpar o paciente por falta de força de vontade, de garra, e até o julgamento dessa apatia como tentativa de chamar atenção para si. 

Outro agravante no diagnóstico e cura é o preconceito dos familiares, sociedade e até mesmo de alguns pacientes que relutam em procurar ajuda médica por vergonha. “Muitos ainda consideram a depressão uma fraqueza ou estado de loucura, e o psiquiatra apenas um médico para tratar insanidades. Alguns pacientes, principalmente homens, escondem até mesmo que estão sendo tratados”, afirma o psiquiatra. 

Questões genéticas, bioquímicas ou hormonais fazem com que a pessoa com depressão, geralmente, fique indecisa em relação a tudo, por isso o papel da família é indispensável, pois é alguém próximo que acaba por tomar decisões pelo paciente, inclusive para iniciar o tratamento. “A depressão não é sinal de personalidade fraca ou caráter débil, mas uma doença sistêmica que afeta todo o organismo. A participação do médico e da família no tratamento é fundamental”, finaliza. 

Sobre a depressão

A causa da doença ainda é desconhecida, mas uma das teorias mais aceitas é que a depressão é conseqüência de uma disfunção no sistema nervoso central, que diminui e desequilibra as concentrações de dois neurotransmissores (a serotonina e a noradrenalina). Estes neurotransmissores são responsáveis pelo aparecimento dos sintomas físicos e emocionais da depressão.

Apesar do difícil diagnóstico e da gravidade da doença, existem tratamentos eficazes atualmente. Os mais comuns envolvem psicoterapia e medicamentos e, para que haja o desaparecimento completo dos sintomas, é preciso que seja aplicado um tratamento completo. Um dos mais recentes antidepressivos, a duloxetina, tem dupla ação, aumentando e balanceando os níveis de serotonina e noradrenalina no cérebro. Por isso, atua sobre os sintomas emocionais (tristeza, ansiedade, humor depressivo, perda do interesse, ideação suicida) e físicos (fadiga, perda de energia, alteração de peso e sono, dores de cabeça, nas costas, no pescoço, entre outras) da doença, proporcionando significativa melhora na qualidade de vida do paciente. A duloxetina, um medicamento dos laboratórios Boehringer Ingelheim e Eli Lilly, foi estudada até o momento em mais de 6.000 adultos com depressão e é comercializada em mais de 40 países, entre os quais Estados Unidos, México, Reino Unido, Alemanha e África do Sul.   

É importante ressaltar, porém, que não se deve usar nenhum medicamento sem prescrição e rigoroso acompanhamento médico. Os pacientes com depressão devem também ser encorajados a modificar seus hábitos diários: realizar atividades físicas regulares, manter um período satisfatório de sono diário, ter uma boa alimentação e evitar o uso de substâncias como anorexígenos, álcool e tabaco.


Sobre o Cymbalta

Cymbalta é um antidepressivo da classe dos duplos inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina com mecanismo de ação balanceado e potente. A serotonina e a noradrenalina são neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio das emoções e da percepção a estímulos dolorosos relacionados à depressão. A duloxetina é uma moderna opção medicamentosa para o tratamento da depressão por agir nos sintomas emocionais (tristeza, ansiedade, humor depressivo) e físicos (fadiga, dores vagas e difusas no corpo) relacionados à depressão, além de apresentar bom perfil de tolerabilidade, aspecto importante para uma medicação que geralmente necessita ser utilizada por períodos longos.  

Sobre a Eli Lilly e Boehringer Ingelheim

Em novembro de 2002, Eli Lilly and Company e Boehringer Ingelheim assinaram um acordo de desenvolvimento e comercialização do cloridrato de duloxetina. Esta parceria abrange indicações na área de neurociência na maioria dos países fora dos Estados Unidos e Japão. 

Sobre Boehringer Ingelheim  

A corporação Boehringer Ingelheim é uma das 20 principais companhias farmacêuticas do mundo. Com matriz em Ingelheim, Alemanha, opera globalmente com 138 afiliadas em 47 países e 41.300 funcionários. Desde sua fundação em 1885, a empresa familiar é comprometida com a pesquisa, o desenvolvimento e a comercialização de produtos de alto valor terapêutico para a medicina humana e a animal.

Em 2008, a Boehringer Ingelheim registrou vendas líquidas de € 11,6 bilhões, dos quais investiu um quinto em seu maior segmento de negócios, medicamentos sob prescrição médica, em Pesquisa & Desenvolvimento. 

Para mais informações, por favor visite www.boehringer-ingelheim.com.br 

Sobre a Eli Lilly

A Eli Lilly, uma empresa voltada à liderança no campo de inovações, desenvolve um crescente portfólio de produtos farmacêuticos com o perfil de melhor medicamento em suas respectivas classes terapêuticas, através de pesquisas de ponta em seus laboratórios ao redor do mundo, assim como através da colaboração de eminentes organizações científicas. Sediada em Indianápolis, Indiana, a Lilly fornece respostas – por meio de medicamentos e informações – para algumas das necessidades médicas mais prementes do mundo. Informações adicionais sobre a Lilly estão disponíveis no site www.lilly.com

 

Crédito:Cris Padilha

Autor:Marta Leal

Fonte:Universo da Mulher