Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2019

Marca-passo: mais qualidade de vida para pacientes cardíacos

Cerca de 1.200 pessoas realizam o implante do dispositivo por mês
 
 
O marca-passo é um importante avanço da medicina no que se refere à estimulação cardíaca artificial.
 
Trata-se de um dispositivo implantado geralmente na região torácica, logo abaixo da clavícula.
 
Conectados a um gerador, os eletrodos estimulam e corrigem os batimentos lentos do coração, a bradicardia.
 
No Brasil, só em 2007 foram realizados cerca de 15.700 procedimentos de implante.
 
Estima-se que sejam cerca de 1.200 pacientes por mês.
 
“A principal indicação de marca-passo é para os indivíduos que apresentam bloqueios cardíacos, geralmente, inferior a 40 batimentos por minuto e, mais recentemente, é empregado como auxiliar no tratamento de insuficiência cardíaca – coração dilatado. É uma ferramenta que devolve a qualidade de vida destas pessoas”, explica o dr. Edison Ribeiro da Cruz, membro da diretoria da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo Regional Santos, especialista em marca-passo e arritmia pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC).
 
Nos pacientes portadores de insuficiência cardíaca, é indicado o marca-passo ressincronizador, que fortalece o coração, estimulando os dois ventrículos simultaneamente, reduzindo o índice de mortalidade.
 
Se o diagnóstico for de arritmia maligna, como, por exemplo, taquicardia e fibrilação ventricular, que podem acarretar em morte súbita, é empregado outro tipo: o cardioversor desfibrilador implantável.
 
Nestes casos, o aparelho tem a capacidade de detectar o problema, emitir o choque dentro do coração e reverter para o ritmo normal.
 
Tipos de marcapasso
 
- Temporários: utilizados para o tratamento de bradicardias reversíveis;
 
- Definitivos: que podem ser unicamerais, quando apenas o átrio ou o ventrículo é estimulado/monitorado, ou bicamerais quando a estimulação ocorre nos dois
 
Rotina pós-cirurgia
 
“Após a cirurgia de implante de marcapasso, o paciente precisará de uma avaliação constante, definida pelo médico de acordo com o caso e o tipo de aparelho. De maneira computadorizada, a verificação dispensa internação”, comenta o dr. Edison, completando ainda que, em média, o marca-passo tem vida útil de cinco anos.
 
 
Após esse período, é necessária a substituição.
 
Os tipos mais modernos já possuem um dispositivo que interage com o aparelho e através do telefone celular, comunica ao médico, via satélite, se há alguma alteração importante no funcionamento.
 
Desta forma, o paciente, em qualquer lugar do mundo, pode tomar as providências necessárias.
 

 

 

 


Crédito:Luiz Affonso

Autor:Kelly Silva

Fonte:Acontece Comunicação e Notícias