Rio de Janeiro, 21 de Julho de 2019

Parto: um ato médico

O Brasil é um dos campeões mundiais em números de cesáreas. Os índices registrados atualmente são muito mais altos do que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por esse motivo, entidades médicas, profissionais de saúde e ONGs espalhadas por todo o país tem trabalhado na difícil tarefa de reverter este quadro e incentivar o parto natural, sempre que houver condições.

A Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia alerta, no entanto, que parto natural não significa abrir mão de todo o conhecimento e tecnologia disponíveis. Mesmo que todos os exames, histórico e avaliação clínica do médico apontem para o parto normal, o ambiente hospitalar, a presença do médico obstetra e diversos outros cuidados são imprescindíveis. A Medicina não é uma ciência exata e não existem certezas absolutas. Dependendo da evolução do parto, diversas variáveis podem levar à necessidade de uma cirurgia ou de outros procedimentos de emergência. Procedimentos, aliás, que são atos privativos dos médicos.  

Por esse motivo, ainda que a gestante esteja propensa ao parto natural, ela deve ter seu direito à qualidade na assistência ao parto assegurado, o que inclui a presença do médico obstetra e do neonatologista em ambiente hospitalar equipado e pronto para qualquer eventual emergência. O enfermeiro obstetra é um profissional capacitado e treinado para dar suporte à atividade do médico, auxiliando-o tanto no parto normal como na cesárea, mas jamais substituindo-o. Este profissional não tem formação nem mesmo autorização para agir em caso de qualquer intercorrência antes, durante ou imediatamente após o parto.

A chegada do bebê é um momento único na vida da mulher. Cabe a todos nós contribuir para que este momento transcorra com o máximo de segurança, afastando todo e qualquer risco evitável.

 

Crédito:Cris Padilja

Autor:Acontece - Chico Damaso

Fonte:Universo da Mulher