Rio de Janeiro, 14 de Abril de 2021

Executivas criam iniciativas para incluir mulheres na liderança de empresas


 
Área de TI deve ser promissora para o público feminino, já que mais de 400 mil postos de trabalho devem surgir até 2024
 
O dia 8 de março, que marca o Dia Internacional da Mulher, desperta discussões sobre o espaço que o gênero feminino ocupa, sobretudo em cargos de liderança no mercado de trabalho, ou ao menos que deveria ocupar. Marcella Zambardino, co-CEO da Positiva, criou um núcleo de diversidade e inclusão para trazer o tema ao ambiente corporativo e dedicará seu tempo aconselhando mulheres que desejam empreender.
 
Outro exemplo de mulheres que estão abrindo espaço nas empresas para outras mulheres, é o de Romênia Gomes, Gerente de Produto da Mobills, que se juntou com mais três amigas e criaram um perfil nas redes sociais para levar informações ao público feminino.
 
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são 45% da população economicamente ativa no Brasil.
 
O IBGE também mostra que as trabalhadoras dedicam mais tempo aos estudos em comparação aos homens. Porém, quando olhamos na perspectiva da governança corporativa, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) aponta que apenas 7,2% dos membros dos conselhos são mulheres. Em relação aos cargos de liderança nas empresas, as desigualdades persistem.
 
De acordo com o Ministério da Economia, as mulheres detêm 42,4% das funções de gerência, 13,9% de diretoria e 27,3% de superintendência. Ou seja, quanto mais alto o nível dentro de uma companhia, menos elas estão presentes.
 
Marcella Zambardino, co-CEO da Positiv.a, empresa B que cria soluções para cuidar da casa, do corpo e da natureza, enxerga a necessidade de fomentar o empreendedorismo e o crescimento profissional das mulheres dentro das companhias. "Nós sabemos que as mulheres precisam provar sua capacidade profissional muito mais que os homens para alcançar os mesmos cargos e é nosso papel como líderes em empresas criar programas e projetos que incluam e impulsionam mulheres para o sucesso".
 
Para isso, ela pretende dedicar parte do seu tempo neste ano para aconselhar mulheres que desejam empreender. Além disso, a empreendedora criou na Positiv.a um núcleo de diversidade e inclusão, para conscientizar a equipe e criar adaptações necessárias para cada minoria. Os pais e mães solos, por exemplo, têm flexibilidade de horários e formatos de trabalho. "Acreditamos que assim como a natureza, quanto mais diversidade, mais rico fica o ambiente. Aumentamos o potencial criativo tanto para inovar, quanto para trazer soluções ressonantes e inclusivas".
 
Romênia de Sousa Gomes, é Gerente de Produto, da Mobills, startup de gestão de finanças pessoais. Olhando para este cenário em que as mulheres são reduzidas pela sociedade, ela se juntou com três amigas para criar um perfil nas redes sociais, com o objetivo de levar informações de qualidade para mulheres sobre diversos assuntos.
 
O projeto "Bem Me Quero" aborda desde questões sobre maternidade, autocuidado, relacionamento e carreiras, num modelo colaborativo onde elas convidam especialistas de diversas áreas para conversar. "Ainda estamos no começo do projeto que teve início no ano passado, mas nós queremos cada vez mais impulsionar mulheres para que se sintam seguras em atingir seus objetivos profissionais e pessoais", explica Romênia.
 
Na busca por novas oportunidades de trabalho, a área de TI (Tecnologia da Informação) é a que mais cresce no país e no mundo. Segundo uma recente pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasccom), o setor deve criar, até 2024, mais de 400 mil vagas de trabalho. Porém, são poucos os profissionais qualificados. Dentro do mercado digital, mais de 90% das vagas são distribuídas entre as quatro áreas que a Gama Academy oferece treinamento: programação, vendas (inside sales), marketing digital e design (UX/UI).
 
"Temos em nosso DNA a missão de transformar talentos para o mercado digital. E a procura por mulheres cresceu bastante nos últimos anos. Só em 2020, formamos mais de três mil mulheres nos 8 programas de ensino que oferecemos. Hoje, algumas já atuam em grandes empresas como Magazine Luiza, Accenture, Avanade e Itaú", afirma Natália Garcia, COO da Gama Academy.
 
 
   

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Gabriela Cardoso

Fonte:Fala Criativa