Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2020

Nutricionista do Hospital do Coração explica os benefícios do chocolate

Substância antioxidante presente na semente de cacau, chamada flavonóide, age como protetor cardiovascular; chocolate deve ser consumido com moderação devido ao seu alto teor calórico e presença de gordura

 

No período da Páscoa, em que as vendas de chocolates extrapolam a média anual, é praticamente impossível resistir à tentação de comer chocolate.

 

Segundo estimativas da Abicab (Associação Brasileira de Indústria de Chocolates, Amendoim, Balas e Derivados) nesse ano a produção de ovos de Páscoa terá um aumento de 4,8% em relação a 2008. O Brasil é o segundo no ranking mundial dos produtores de ovos de chocolate, perdendo apenas para a Inglaterra.

 

Há quem diga que não fica um dia sequer sem comer um bombom. Os números revelam a paixão do brasileiro pela guloseima. Além de proporcionar sensações de prazer e bem estar, o doce é rico em carboidrato e fonte de energia.

 

O consumo de cerca de 30g diárias de chocolate amargo, por exemplo, como parte de uma alimentação saudável, pode trazer benefícios ao organismo. Mas é preciso ter cautela no consumo.

 

A Coordenadora do Setor de Nutrição Preventiva do HCor - Hospital do Coração, em São Paulo, Cyntia Carla da Silva, explica os benefícios do chocolate no organismo, principalmente ao coração.

 

“Existe uma substância antioxidante presente na semente de cacau chamada flavonóide, que age como protetor cardiovascular. Os flavonóides reduzem a oxidação do LDL (colesterol ruim) o que diminui a deposição nas paredes dos vasos sanguíneos”, explica a nutricionista.

 

Os benefícios dependem da quantidade de flavonóides presente no chocolate, o que varia de acordo com o tipo de produto. Quantidades significativas da substância só são encontradas nos chocolates tipo amargo ou dark, com mais de 70% de cacau.

 

Em contrapartida o chocolate ao leite apresenta quantidades muito pequenas e o chocolate branco não apresenta antioxidantes, pois não contém massa de cacau.

 

A nutricionista alerta que deve haver critério no consumo, pois “Na fabricação final do chocolate existe a adição de leite, geralmente integral, o que aumenta a presença de outras gorduras saturadas e colesterol alimentar, que podem elevar o colesterol sanguíneo”, ressalta.

 

         O chocolate também deve ser consumido com moderação devido ao seu alto teor calórico.

 

“Essa recomendação vale também para os chocolates dietéticos, pois apresentam apenas restrição de açúcar, mas, muitas vezes, a quantidade de gordura e calorias é maior do que no produto tradicional. Por isso é importante ficar atento aos rótulos e a composição nutricional presente nas embalagens”, conclui Cyntia.

 


Mitos e Verdade sobre o chocolate

 

- Mito: O consumo de chocolate causa dependência ao organismo. Na verdade, estudos mostram que as pessoas têm desejo por chocolate porque gostam da sensação de comê-lo;

- Verdade: Por ser vegetal, a gordura da manteiga de cacau não contém colesterol e o porcentual de gordura saturada e insaturada em sua constituição está dentro das recomendações estabelecidas pela Associação Americana de Cardiologia (AHA);

- Mito: O chocolate, mesmo ingerido em quantidades moderadas, representa excesso calórico e obrigatoriamente aumento de peso;

- Verdade: O chocolate libera endorfinas, podendo estimular o apetite sexual e causar sensações de bem-estar;

- Mito: Chocolate causa acne. Na verdade não existem estudos científicos que comprovem que o chocolate seja causador de acne;

- Verdade: O chocolate contém estimulantes alcalóides, como a cafeína e a teobromina, gerando um efeito energético que incide sobre a concentração e a capacidade física de quem o consome em quantidades moderadas

 

 

 

 

 

 

 

 

Crédito:Cris Padilha

Autor:Thais Fernanda

Fonte:Universo da Mulher