Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2020

Terapia por hipotermia está sendo aplicada em mulheres com câncer

Tratamento diminui em até 80% queda do cabelo em pacientes submetidos à quimioterapia
Terapia por hipotermia está sendo aplicada em pacientes do Instituto Paulista de Cancerologia
 
 
A queda de cabelo (alopecia) em consequência do tratamento contra o câncer por quimioterapia é um dos efeitos colaterais mais temidos pelos pacientes, principalmente pelas mulheres.
 
As demais possíveis reações adversas, como náuseas ou mucosite oral, são amplamente estudadas pela comunidade científica e, ao contrário da alopecia, têm os efeitos amenizados.
 
A queda de cabelos ocorre porque a combinação de medicamentos utilizada na quimioterapia ataca as células doentes e sadias e, ao circular pelo organismo, atinge o bulbo capilar e promove a queda.
 
É cedo para afirmar que a alopecia por quimioterapia esteja com os dias contados, mas uma técnica muito utilizada em países europeus começa a ser estudada pelos profissionais do IPC. Trata-se da terapia por hipotermia no couro cabeludo.
        
Quando o couro cabeludo é submetido a baixas temperaturas no momento da aplicação da quimioterapia, os medicamentos afetam a região em menor escala por conta da diminuição do fluxo sanguíneo em consequência da vasoconstrição provocada pela baixa temperatura.
 
‘O paciente usa uma touca com um gel específico a uma temperatura de- 25ºC. Esta touca é colocada na cabeça do paciente 15 minutos antes do início da aplicação de quimioterápicos e trocada a cada 45 minutos. Estamos em fase de implantação da terapia hipotérmica. Em dois meses, teremos um estudo realizado com cerca de 30 pacientes. Estamos oferecendo qualidade de vida ao paciente oncológico’, explica o médico oncologista Dr. Hézio Jadir Fernandes Jr, diretor do IPC responsável pelo projeto.
        
 
Artigos científicos publicados na Europa mostram resultados satisfatórios sem causar reações adversas prejudiciais, promovendo um impacto positivo na qualidade de vida do paciente.
 
Um estudo realizado em 98 pacientes (70 mulheres e 28 homens, idade média 51 anos) divididos em 4 grupos (de acordo com os medicamentos utilizados) mostrou um resultado global positivo de 81%.
        
Segundo Dr. Hézio, a terapia já foi utilizada em 10 pacientes do IPC. ’20 dias após a aplicação do primeiro ciclo de quimioterapia, observamos que estes pacientes perderam aproximadamente 20% do cabelo enquanto pacientes que foram submetidos à mesma medicação e não fizeram a terapia hipotérmica tiveram queda de aproximadamente 70%’.
        
O IPC oferece atendimento integral ao paciente oncológico e sua família, procurando atender todas as necessidades.
 
A equipe multiprofissional do instituto é formada por médicos, dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, assistentes sociais e psicólogos.
 
O apoio dos setores de psicologia e enfermagem é fundamental na implantação desta terapia.
 
Os enfermeiros coordenam a colocação e a troca das toucas e os psicólogos oferecem apoio emocional ao paciente. ‘É difícil aceitar a queda de cabelo e esta nova ferramenta vai contribuir muito para a auto-estima do paciente’, comenta a coordenadora do setor de psico-oncologia do IPC, Vera Bifulco.
        
O IPC é pioneiro no Brasil em oferecer a terapia hipotérmica a pacientes oncológicos submetidos à quimioterapia.
 
A missão do instituto é oferecer atendimento integral e multiprofissional ao paciente oncológico e sua família, considerando os aspectos fiscos, sociais e emocionais do ser humano.
 
E neste contexto, a auto-estima é fundamental para que o paciente possa obter uma melhor resposta ao tratamento.
 
 
 
 
Equipe multiprofissional e pacientes do Instituto
Instituto Paulista de Cancerologia
Av. Angélica, 2.503, 1º andar – Higienópolis
Tels.: (11) 3797.3000 –
www.institutoipc.com.br
 
 
 
 

Crédito:Luiz Affonso

Autor:Joyce Costa

Fonte:www.institutoipc.com.br