Rio de Janeiro, 08 de Março de 2021

Verão, praia, sol forte e muita proteção

Verão, praia, sol forte e muita proteção
O  Sol é fator indispensável à vida, à formação óssea, à síntese hormonal e ao bom humor. Também proporciona uma uma cor maravilhosa às pessoas. Mas, para manter uma pele jovem e saudável, a cirurgiã plástica, pós-graduada em Medicina Estética, Dra. Audrey Worthington,  explica que o maior aliado é o fotoprotetor.
 
Segundo ela, os filtros solares são substâncias com capacidade de absorver, refletir, dispersar a luz solar e reduzir os danos à pele. “Os fotoprotetores mais usados são de uso tópico, ou seja, aplicados sobre a pele,  formando uma camada protetora. Devem ser usados diariamente,  são indicados para todas as faixas etárias, a partir dos seis meses de vida,  para qualquer tipo ou tom de pele”, explica.
 
Todos possuímos uma proteção natural é feita por componentes da pele, como o pigmento melanina, por exemplo, que é produzido pelas células da epiderme chamadas melanócitos. Já a  proteção artificial se faz com a utilização de roupas e objetos, como chapéus, guarda-sóis, tecidos coloridos que impedem a penetração da radiação solar na pele.
 
A médica também recomenda uma alimentação equilibrada, sono regular, ingestão de bastante água e exercícios físicos. “É importante ter um conjunto de hábitos saudáveis. O nível de estresse e o ritmo de vida do indivíduo também são fatores determinantes para uma pele bonita”, recomenda Audrey.
 
Usar filtro solar hoje em dia é fundamental, não apenas na praia ou na piscina. A exposição continuada aos raios solares, sem a devida proteção, pode causar envelhecimento precoce da pele, queimaduras, desidratação e até câncer de pele.
 
Por isso, a prevenção  de muitas doenças relacionadas à exposição ao sol é extremamente importante e se inicia na infância, devendo manter-se por toda a vida. É imprescindível o uso diário do protetor solar, principalmente àqueles indivíduos de pele mais clara e sensível.  As crianças devem ser sempre protegidas, pois, segundo a especialista, “essa exposição até os vinte anos de idade é a que causa a maioria das alterações”. Isto é um alerta às escolas e pais que gostam de ver seus filhos bronzeados e esquecem os cuidados com a pele.
 
Dra. Audrey esclarece: “A radiação ultravioleta atinge as camadas dérmicas, podendo causar danos ao DNA do núcleo das células e alterar a  formação de colágeno, proteína principal da derme, responsável pela sua tonicidade e densidade. O resultado é o afinamento da pele, perda de elasticidade e aparecimento de rugas precoces”.
 
Essa alteração causada pela radiação pode propiciar divisões descontroladas das células e desencadear um tumor de pele.
 
Este é o câncer mais freqüente no Brasil. Há três tipos de câncer  de pele que são o basocelular, o espinocelular ou epidermóide e o melanoma maligno. Este último é muito invasivo, podendo se disseminar para outros órgãos e até causar a morte do paciente.  “Por isto é tão importante observar sempre a pele e monitorar manchas maiores de 4 mm, de bordos irregulares, com alterações de cor, dor ou sangramentos e sempre consultar o médico especialista”, orienta Audrey.
 
Ela explica que “mesmo lâmpadas emitem radiações e nos dias nublados elas também atravessam as nuvens. Os raios ultravioletas A, constantes durante o dia inteiro, são os  principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento e pelo aparecimento de alergias desencadeadas pelo sol. Deve-se usar o fotoprotetor mesmo em ambientes fechados e reaplicá-lo  pelo menos a cada 4 horas, pois sua estrutura química pode se alterar com a incidência da radiação”, prescreve.
 
Assim, é sempre recomendado usar um creme ou um gel com filtro de proteção, mesmo se o dia estiver nublado, para prevenir o aparecimento de manchas, rugas, sardas e o desgaste da pele provocado pelo sol. “Se a pele for oleosa ou acnéica, o veículo do protetor deve ser gel-aquoso e sem óleo; se for mista, um gel cremoso ou loções não oleosas; caso seja seca, o indicado são as loções cremosas ou cremes. 
 
A médica aconselha, sempre que possível, ficar embaixo de guarda-sóis, usar camisetas, chapéus e óculos e lembrar que o buraco na camada de ozônio está nos tornando cada vez mais vulneráveis aos raios solares.
 

DICAS DA DRA. AUDREY
 
.  Evite a exposição ao sol das 10 às 16 horas.
 
·  Use roupas adequadas e óculos escuros, além de "sombrinhas" e  chapéus.
 
Escolha sempre FPS – Fator de Proteção Solar 15 (ou maior, se seu médico assim orientar), prefira também os que protejam contra os raios UVA, UVB (ultravioleta A e B); já existem os que protegem contra a radiação infravermelha
Passe o filtro solar pelo menos 30 minutos antes de sair no sol, pois ele demora um pouco até ser absorvido e fazer efeito.
 
·   Não esqueça de passar  o filtro também no dorso das mãos e no colo para adiar o aparecimento das manchas hormonais. Também espalhe nas das orelhas, nuca, dorso dos pés;
 
·   Lábios e partes extremamente sensíveis, como as pálpebras, cicatrizes e tatuagens devem contar com o reforço dos sticks, com proteção durável e segura, já que não têm penetração cutânea.
 
É aconselhável a reaplicação do produto a cada 2 horas.
 
Bronzeamento artificial com radiações é um procedimento contra-indicado pois causa os mesmos efeitos maléficos do sol. O uso de jet-bronze está liberado por ser uma substância a dihidroxiacetona que promove reação química dando tom amarronzado à pele sem prejuízos ao DNA.
 
Use hidratantes após cada período de exposição ao sol e depois do banho.
 
 
 
BRONZEAMENTO SAUDÁVEL
 
Instant Bronze – jateamento de DHA (dihidroxiacetona), que promove um bronzeamento natural, por 7 a 10 dias, sem efeitos colaterais.
 
 
 

SOBRE A ESPECIALISTA
 
Audrey Katherine Worthington (CRM 75398) é cirurgiã-plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pós-graduada em Medicina Estética pela Sociedade Brasileira de Medicina Estética.
 
É também membro da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, fellow do Serviço de Cirurgia Plástica da Free University de Amsterdã, na Holanda. Atualmente é diretora da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e coordenadora do curso de pós-graduação em Medicina Estética da FAPES – Fundação de Apoio à Pesquisa e Estudo na Área de Saúde.
 
 

Crédito:Clarice Pereira

Autor:Dra. Audrey Worthington

Fonte:Link Portal da Comunicação