Rio de Janeiro, 24 de Junho de 2019

Demi Moore em entrevista exclusiva


 
Demi Moore, que retorna às telas mais radiante do que nunca, em entrevista exclusiva à revista ELLE de maio
 
A edição deste mês da revista ELLE traz uma entrevista com a estonteante Demi Moore, que se parece mais com uma bonequinha de porcelana do que com a robusta oficial do exército do filme Até o Limite da Honra, que marcou sua carreira. Corajosa, a atriz que estourou nas telas com Ghost, Proposta Indecente e Strip-Tease, abandonou Hollywood durante seis anos para cuidar das filhas e colocar a vida em dia.
 
 
Só voltaria em 2002, em As Panteras. Hoje, aos 44 anos e três novos filmes prontos para estrear, ela diz ter finalmente encontrado a paz e, sobretudo, o amor. Casada com o ator Ashton Kutcher, 29 anos, mãe de três meninas (Rumer, 18, Scout, 15, e Tallulah, 13, do casamento com Bruce Willis), Demi fala, com sua bela voz rouca, de sua vida e de seu retorno ao cinema, ao lado de Sharon Stone e Anthony Hopkins, no filme Bobby, sobre o assassinato do senador americano Robert Kennedy, em 1968.
 
 
 
 
Revista ELLE - Depois de um bom tempo longe das telas, você está em Bobby e, em breve, estréia em três outros filmes (o thriller Half Light, o drama Flawless e o policial Mr. Brooks). Foi bom reatar com a profissão?
 
 
Demi Moore - Sim, e estou superentusiasmada. Recuperar um lugar nesse meio foi mais difícil do que eu imaginava. Acredite, é muito angustiante voltar ao mercado. Na verdade, se quisesse trabalhar a qualquer preço, estaria cheia de trabalho. Mas quero descolar papéis interessantes, o que exige paciência, negociações e afinco. Preciso ter mais confiança em mim para poder recusar papéis sem pensar: “Droga, o que foi que fiz! Nunca mais vão me propor nada!”
 
 
ELLE - Dez anos atrás, você teve de brigar para conseguir um cachê de mais de 12 milhões de dólares pelo papel principal em Até o Limite da Honra, o que a tornou a atriz mais bem paga do mundo. Graças a isso, hoje as atrizes são mais bem remuneradas?
 
D. M. - Eu sei que fiz as coisas mudarem e abri as portas para as outras. Uma mulher merece ser paga em função do que ela vale e do que ela rende, da mesma maneira que um homem. Isso é evidente agora, mas dez anos atrás nem todo mundo me apoiou.
 
 
 
ELLE - Você diz que não tem 20 anos, mas é bem diferente da imagem que fazem de uma mulher de 40. O que quis dizer com isso?
 
D. M. - Aos 40 anos, minha avó se vestia e se comportava como uma mulher de 60 anos. Naquela época, a sociedade considerava que, depois dos 40, a mulher não era mais desejável nem sedutora. As coisas evoluíram, mas não o suficiente. Acredito que toda mulher seja capaz de tudo, inclusive de ser bonita em qualquer idade.
 
 
 
ELLE - Você já citou, no passado, a sua falta de autoconfiança. Dizia que não gostava do seu corpo. Como se vê hoje?
 
D. M. - Quando eu era mais jovem, brigava todo santo dia com meus quilos a mais. Passava a minha vida em salas de ginástica e seguia regimes draconianos. A cada filmagem, os produtores exigiam que eu perdesse peso. Você imagina a humilhação? Hoje, a mídia fala muito a respeito da anorexia das atrizes jovens. Mas esse problema sempre existiu em Hollywood. Um dia entendi que devia parar de manipular o meu corpo como fazia há anos.
 
 
 
ELLE - Tem algum ritual de beleza?
 
D. M. - Não vou dormir sem tirar a maquiagem e passar um hidratante no rosto. Foi um hábito que herdei da minha mãe. Investir em bons produtos de beleza é tão importante quanto comer bem e se manter saudável. Mas o que vem em primeiro lugar é a maneira como se vive. Quando estamos tristes e de mal com nós mesmas, parecemos mais velhas.
 
 
 
ELLE - Ainda pratica tantos esportes e ginástica?
 
D. M. - Não, descobri a moderação. Adoro Pilates e ioga, mas prefiro passeios com os cachorros a passar horas em uma sala de ginástica.
 
 
 
ELLE - Quando dizem que você gastou fortunas em cirurgias estéticas para parecer mais jovem, como reage?
 
D. M. - Às vezes isso me irrita porque me vejo impotente diante das mentiras. Por outro lado, eu me sentiria ridícula se tivesse de me defender! A única coisa que posso fazer para enfrentar esses boatos de liftings freqüentes é dizer: “Olhem bem para mim, ainda consigo mexer o rosto!”. Antes da sessão de fotos para a campanha da Helena Rubinstein, a maquiadora olhou para mim e disse, surpresa: “Mas, Demi, você não fez nada!” Foi aí que me dei conta da extensão dos boatos a respeito dos meus liftings. Ah, sim, já estava esquecendo! Supostamente também refiz os joelhos. Mas em que consiste refazer os joelhos?
 
 
 
 
 
Crédito da foto: divulgação
 
 

Crédito:Renata Rosa

Autor:Cláudia Rubinstein

Fonte:CR Comunicação